Quando ando pelos corredores do meu passado, tenho uma sensação de nostalgia de coisa que nunca deliciei. Essa sensação penetra na minha alma, fazendo crê nesse passado foi tudo perfeito e feliz, como num sonho onde tudo pode ser corrigido, onde o ar instigasse em meus pulmões felicidade. Essa saudade de coisas que nunca vive, me entristece, me faz perceber que meus sonhos ainda não concretizaram, me faz querer não sonhar, mas ao mesmo tempo me traz uma sensação de paz e pureza, que apesar do cansaço, das decepções e das derrotas, no futuro quando eu olhar pra trás vou ter este momento que hoje é imperfeito com pleno e nostálgico, que eu era feliz e não sabia…
Eu andei
Sorri, chorei, tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
E quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei
Vi com outros olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me levando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos
Secretos planos
E até uns traumas
Sempre fui muito só
Eu andei
Sorri, chorei tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como pude
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele como se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei
Até pintei os olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me escapando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz
Bem na linha da vida
Sempre fui muito só

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