sábado, 4 de dezembro de 2010
Tudo tem um preço...
Gosto de observar as pessoas. Observo a sua forma de ser e agir, principalmente se estou em algum lugar cheio delas, de várias tribos e, sendo que aqui todos se conhecem de alguma forma, sua maneira ilusória de viver me surpreende. Festas, baladas, shows, churrascos, são alguns dos locais mais apropriados para minha observação. Ocasiões em que todos se divertem, ocasiões necessárias para a confraternização geral, para a descontração diante de um dia a dia massante, ocasiões para liberar o cansaço, conversar, rir, flertar ou, no meu caso, observar. Apesar de considerar necessárias, essas ocasiões não passam de pequenas ilusões. E a vida é isso, é feita de ilusão. O que conta realmente é o que trazemos por dentro, nossos princípios, nossa personalidade, as coisas não materiais que conquistamos, entre elas, os amigos verdadeiros. É quando vejo e entendo porque sou feliz. Sou feliz pela minha autenticidade, pela forma como vejo as coisas de maneira simples, como vivo verdadeiramente sem máscaras, sem me enganar ou sem a pretensão de passar uma falsa imagem do que sou e desejo. Me impressiona ver como algumas pessoas planejam sua vida e vivem para os outros, valorizam as aparências e certamente possuem no seu interior uma frustração por pagar um preço alto em viver de forma superficial e, em alguns casos, conveniente e interesseira. Essas pessoas escolhem fazer e ser exatamente o que esperam delas, deixando de lado sua vontade e seus desejos mais secretos. Evidentemente conseguem se divertir, mas partindo do princípio de que todos necessitam de um tempo consigo mesmas, é nessas horas que elas devem se sentir vazias, mas continuam jogando em nome da sua popularidade e de um suposto respeito conquistado as custas de não assumir o que querem e, o mais importante, o que são.
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